Dia III: Praia da Galé – Porto Côvo

Este post faz parte de uma série: Lisboa-Messines-2013! As fotos estão aqui.
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DIA III, 21 de Agosto, 4ª-feira
Praia da Galé (Melides) –> Porto Côvo
Cerca de 57 Km de pedaladas

O percurso do nosso terceiro dia na estrada foi este:


Ver mapa maior

Arrancámos tarde, deviam ser umas 11h. O objectivo era pedalarmos até à Lagoa de Santo André e almoçar por lá enquanto nos resguardávamos da hora mais perigosa de exposição solar.

Santo André

Sempre a aplicar a técnica de “control & release“! É essencial garantir que somos sempre relevantes para os outros utentes da estrada. Temos que estar onde eles esperam encontrar veículos e garantir que somos vistos, e a nossa posição e velocidade identificadas, o mais cedo possível, e deixar logo claro que quem nos ultrapassa tem de efectuar uma manobra para tal. Não deixar isto acontecer numa estrada nacional em que o limite são 90 Km/h, e muitos excedem-no!!:

 

Os conceitos e técnicas que aplicamos e ensinamos na cidade aplicam-se também fora dela, e pudémos finalmente confirmar isto em primeira mão.

A Lagoa de Santo André,… não conhecia a zona e tinha ideia de que seria um sítio bonito, quis ir conhecer. Foi sempre a descer para lá chegar.

Santo André

Mas foi uma decepção brutal. Construções desordenadas, degradadas e abandonadas, comércio fechado, um ar abarracado, pobre, esquecido. Mal parámos, nem tirámos fotos da zona da praia/lagoa, voltámos logo para trás. Parámos junto a um WC público e é a única foto…

Santo André

Voltámos a subir tudo até à estrada principal para seguir para outras paragens mais atractivas. Curiosamente, a meio da subida encontrámos pessoas conhecidas de Lisboa! O mundo é pequeno… 🙂

Entretanto chegámos a Santo André, e a moda das passadeiras para bicicletas pintadas nos passeios, em sítios onde a circulação na estrada é pacífica, chegou lá:

Santo André

O calor apertava e arriscávamos queimaduras solares se continuássemos, e a fome era incontornável! Acabámos por ir almoçar ao Rosmaninho da Atalaia (ponto C no mapa), que tinha um belo espaço sombreado à frente, onde deixámos as biclas e onde depois usámos o portátil para tratar das fotos, etc.

Santo André

Lá pelas 16h30 ou isso arrancámos de novo, rumo a Porto Côvo. O Google Maps está desactualizado; mais ou menos entre os pontos D e E no mapa anterior usámos a via da esquerda, desactivada (sinalizada como tal no princípio e “barrada” com pinos) mas perfeitamente funcional, da futura autoestrada A26, entre Santo André e Sines! Na altura não sabíamos que aquilo era uma futura AE, descobrimos por acaso naquela noite, ao navegar na net!

Sines Sines

😀 Foi espectacular.

Bom piso, via larga e ainda a berma à esquerda, caminho directo. Deu imenso jeito para podermos rolar depressa e, muito importante, lado a lado (afinal, pedalar é uma coisa social, e isto eram as nossas férias!). Tudo sem nos preocuparmos praticamente nada com automóveis (íamos sempre controlando pelo retrovisor, não fosse vir lá um chico-esperto qualquer, e houve um ou outro)  – não havia cruzamentos à nossa esquerda, não tínhamos que nos preocupar com as ultrapassagens, etc. Foi per-fei-to. 🙂 Melhor só se houvesse árvores para darem sombra, mas como já passava das 17h, nem sequer sofremos com o sol.

Não percebemos que justificação há para pôr ali naquela zona, uma autoestrada quando há o IP8 ali ao lado… E quando isso for uma realidade, deixa de ser acessível de bicicleta! É inaceitável pois não haverá alternativa similar para peões e ciclistas…

Entretanto, não virámos para Sines, e seguimos logo em direcção à praia de Morgavel, onde parámos para descansar, beber água, namoriscar, absorver a paisagem, e tirar umas fotos.

Sines

Até Porto Côvo foi um pulinho. Foi giro andar nos mesmos caminhos que fizémos 10 anos antes, no mítico Nissan Micra. Tudo mais ou menos igual, a road trip, acampar, só que desta vez de bicla! Pouco antes da vila, mais umas fotos e uma pausa para inspirar a paisagem, e brincar um pouco.

Porto Côvo

Já na vila, espreitámos o parque de campismo Costa do Vizir e decidimos passar lá a noite.

Porto Côvo

Porto Côvo

A curiosidade deste parque era que a zona dos duches tinha luzes automáticas, e então quem tomava banho a horas menos concorridas, como nós, acabava a tomar banho meio às escuras, porque o sensor das luzes não apanha gente nas cabines de duche!!…

Foi o primeiro parque onde pedimos electricidade, mas a nossa extensão tripla era muito curta (viajamos de bicla, o tamanho conta!), tivémos sorte que eles tinham uma grande para emprestar. Inicialmente pensámos que poderia ser overkill levar uma extensão tripla, mas deu muito jeito! Afinal, tínhamos 6-7 gadgets para carregar, entre câmaras, laptops e telemóveis!

O nosso fogãozinho cedeu à fuga que tinha, e foi a última vez que o usámos. 🙁 Mas havemos de o reparar e servirá de novo em aventuras futuras. 😉

Com o desvio e decepção da Lagoa de Santo André, não tivémos oportunidade de ir um pouco à praia neste dia, foi só pedalar e curtir a paisagem.

CONCLUSÕES para a posteridade:

  • estudar melhor previamente os pontos de interesse, para reduzir tempo desperdiçado em banhadas
  • montar campo ao lado de um parque infantil pode não ser o cenário mais sossegado (não foi mau, mas podia ter sido!)
  • alforges e afins impermeáveis dão jeito também para lidar com o orvalho!
  • precisamos de arranjar umas capas / lençóis para os colchões, mesmo num chão nivelado escorregamos neles dentro do saco cama, o que é um pouco desconcertante

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