Rumo ao Sul

Tudo começa por escolher o destino e a rota da viagem.

No nosso caso, dado que toda a minha família do lado materno é do Algarve (o que significa matar saudades, e também cama e mesa garantidas), e que um novo membro da família é esperado vir ao mundo dentro de 2 ou 3 semanas, rumar a Sul foi a decisão óbvia. Além de que a paisagem, o ar do mar, etc, são o pano de fundo ideal para uma viagem no pico do Verão.

A ideia é, pela primeira vez em não sei quantos anos, conseguir tirar 2 semaninhas de férias efectivas, e usar a primeira para percorrer a costa de Lisboa ao Algarve e depois de Sagres ou Vila do Bispo até Messines (talvez usando a Ecovia do Algarve, que faz, supostamente, parte também da Rede 1 da Eurovelo), nas calmas, pedalando, passeando, e pernoitando pelo caminho. Uma viagem que já fizémos, de carro, há 11 anos atrás!

IMGP6779.JPG

A segunda semana seria para ir para a praia, sendo que a ideia (muito optimista, reconheço), seria pedalar todos os dias para a praia e voltar (~60 Km ao todo). Tudo dependerá de quão quentes estejam os dias nessa altura, de como achemos as estradas (e trânsito) para percorrer de bicicleta, da nossa própria força de vontade, e das condições para prender as bicicletas em segurança enquanto estivermos no areal. 😉 Também há uma forte possibilidade de passarmos os dias em casa de papo para o ar a pôr a leitura e o sono em dia, só a repôr as energias depois da empreitada da primeira semana, ou irmos para a praia de carro, à boleia da família. 😛 Mas como a bicicleta não é uma religião, tudo bem!

Assim, ainda antes de estudarmos isto mais a sério e prepararmo-nos melhor, a matemática inicial é esta:

  • 300 Km Lisboa-Messines
  • 60 Km / dia
  • 5 dias
  • depois 5 x 60 Km = 300 Km no commuting para a praia ou para onde mais nos apetecer!

Será que conseguiremos manter-nos fiéis ao plano?… 😛

2 comentários a “Rumo ao Sul

  1. Gonçalo

    A Ecovia do Algarve, segundo apurei ainda este Junho no local (isto é, no Posto de Turismo de Faro: não sei como será noutras secções), não existe propriamente. Há mapas vagos e placas que não correspondem a nada de facto, ou então assinalando percursos futuros. Mas passei relativamente perto do percurso mais interior, Vila do Bispo > Bensafrim > Silves, etc. (no sentido inverso), e adorei, mesmo passando pela 125.

    Responder
    1. Ana Pereira Autor do artigo

      Pois, nós chegámos a andar pelo troço de Tavira, e eram caminhos rurais e também umas linhas azuis no chão nas vias urbanas. Vamos ver o que descobrimos do outro lado!

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

7 + = 10